Susana Campos Martins: "Na política climática, prometer não chega"
O Acordo de Paris foi credível para os mercados financeiros. Esse foi um passo decisivo. Mas anunciar a direção da transição não é o mesmo que concretizá-la. Depois de anos de talk the talk, chegou o momento de walk the walk: transformar compromissos em regras estáveis, investimento e execução.
Há duas perguntas que me parecem hoje centrais. Como podem as empresas europeias continuar competitivas se a Europa internaliza os custos climáticos mais depressa do que outras grandes economias? E como podem os investidores tomar decisões de longo prazo quando a política energética e climática pode mudar a cada eleição? As duas perguntas partem do mesmo problema:
A transição climática precisa de ambição, mas também de credibilidade e previsibilidade.
Artigo completo disponível na Renascença.
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