Qual o custo das instruções pouco claras?
"Quando os professores dão instruções claras, estão a permitir libertar espaço mental ao aluno para compreender e resolver melhor os problemas", afirma Joana Rato. Esta docente, que trabalha na área de Neuropsicologia e estuda a teoria da carga cognitiva, sublinha que "a investigação tem demonstrado que fazer a ligação entre o conhecimento prévio e a nova informação também faz com que os alunos gastem menos energia a tentarem perceber o que têm de fazer, e a descobrirem os elementos que precisam para compreender melhor o que estão a aprender". A energia do aluno "acaba por estar mais focada na ligação entre o que já sabe e o que está a aprender de novo".
Segundo Joana Rato, este processo ajuda a tornar o aluno mais confiante e a motivar a sua aprendizagem.
Por outro lado, refere que "a estrutura não é inimiga da criatividade" do aluno. "É como pensar a carga cognitiva como uma mochila. Se colocarmos muitos elementos dispersos e desnecessários na mochila, torna-se muito mais difícil encontrar o que precisamos para resolver a tarefa do momento ou para aprender. Por isso, o que queremos é uma mochila leve, que seja mais fácil de avançar nos vários passos do que temos de resolver", conclui.
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