Fernando Ilharco: “O que fazer”
Embora a vida profissional seja importante para o bem-estar de uma pessoa, nem todos a põem numa posição central. Além disso, há quem valorize mais fazer o que se gosta ou ajudar os outros ou a sociedade em geral, do que ter uma melhor remuneração, uma melhor carreira ou maior reconhecimento. Há quem queira, em primeiro lugar, trabalhar no que gosta, mas também há quem goste sobretudo de atingir resultados relevantes. Depende, o sucesso e a realização pessoal têm muitas caras, muitos caminhos. Geralmente difíceis, e que começam com a mesma pergunta: o que fazer? O que é, para mim, interessante fazer?
Quase tudo é realmente interessante se se aprofundar o suficiente, dizia Richard Feynman (1918-1988), físico norte-americano: "Apaixone-se por uma atividade e faça-a! Ninguém nunca descobriu o que é a vida, e isso não importa. Explore o mundo. Trabalhe tão duro e tanto quanto deseja nas coisas que gosta de fazer melhor. Não pense no que quer ser, mas no que quer fazer. Mantenha uma espécie de mínimos nas outras coisas, para que a sociedade não o impeça de fazer nada que você queira."
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 22 de outubro de 2021.
Categorias: Faculty of Human Sciences