Fernando Ilharco: "Em lado nenhum"
Os melhores de cada actividade, seja na gestão de empresas, na altacompetição ou na cultura, possuem muitas vezes algo de inteiramente diferente do resto, algo particular, que mais ninguém faz ou sabe fazer. Trata-se de conhecimento específico, de prática que foi desenvolvida, de actuação que não vem nos livros, nem se aprende em seminários de formação.
Inovação não é criatividade, sem mais. Nem qualquer originalidade é uma especificidade que faça diferença. Aliás, as originalidades, geralmente, não adiantam.
Ou não funcionam ou a competição encarrega-se de as absorver, melhorar e repilam Fazer a diferença, sendo inovador e não sendo facilmente copiável, geralmente, assenta nodomínioconsiderável daquilo que se faz. Não apenas no conhecimento detalhado da actividade, mas numa atitude de experiência, aprendizagem e melhoria.
Quando se chega ao topo, uma maneira de continuara melhor - seja, numa análise técnica, na concepção de um novo serviço, na estruturação de novas operações, ou na liderança e motivação de uma equipa - é a chamada prática iminente, o aprender consigo próprio, oser capaz de obter feedback do que se fez, de ajustar e alterar, que faz diferença.
Ser um profissional de topo, hoje em dia, não é possível sem anos de uma prática dedicada, focada em aprender, melhor e inovar, tem mostrado a investigação científica, que, no entanto, indica também que a perfonnanceverdadeiramente excepcional não fica apenas a d e per-se à prática dedicada.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 9 de julho de 2021.
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