COP28 e o défice de financiamento

O produto final da conferência das Nações Unidas sobre o clima deste ano (COP28), um acordo segundo o qual o mundo precisa de deixar de utilizar combustíveis fósseis, não foi perfeito, mas ainda assim pode ser considerado como positivo. Em vez de se limitar a pedir aos países que aceitem novos objetivos mais genéricos, optou por centrar a atenção com medidas claras e específicas de atuação, a saber: triplicar a capacidade de produção de energia renovável a nível mundial até 2030. duplicar a taxa média anual global de melhoria da eficiência energética até 2030, acelerar o desmantelamento progressivo de todas as centrais elétricas alimentadas a carvão e o abandono dos combustíveis fósseis (é a primeira vez que se assume um compromisso deste tipo).

Talvez a maior omissão seja a ausência de medidas efetivas e a identificação de como é que todo o investimento a realizar no processo de transição climática será financiado.

Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do jornal de Negócios de 19 de dezembro de 2023.