Alberto Castro: "Continuação"

Correndo o risco de “novelizar” os escritos, diria que este dá continuidade ao anterior, o qual terminava com um repto: começar uma discussão sobre políticas públicas que escrutinasse as decisões do governo e, sendo o caso, lhes contrapusesse outras hipóteses, norteadas não apenas pela lógica do crescimento, como pela do desenvolvimento (no sentido de ponderar, positivamente, dimensões como a promoção do interior).

Na altura, sugeri três projetos, em fase distinta de concretização. Não nos enganemos, porém: mais do que propostas ou alternativas, a vitalidade da sociedade é indispensável para lhes dar credibilidade junto da opinião pública e do poder. Ora, atrevo-me a dizer que, ao contrário do desejável, prevalece um certo adormecimento cívico, sobretudo no Norte e Centro. Uma vez por outra, os mesmos de sempre (incluindo este escriba), contestam uns investimentos desmesurados, o centralismo, o protelar da regionalização, etc.. Ficaremos de bem com a consciência, mas no pasa nada. Nada disto teria importância de maior, não fosse dar-se o caso de, em democracia, o ativismo cívico estar ligado a uma sociedade próspera, seja a nível nacional ou regional.

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