Azeredo Lopes: "Quando é que acaba?"
Uma das questões mais discutidas nas últimas semanas tem sido a das negociações para pôr termo ao conflito que a Federação Russa iniciou a 24 de fevereiro deste ano (qualquer dia, já terá passado um ano). O tema entrou na agenda internacional por mão mais direta dos Estados Unidos e, especificamente, do general Mark Milley, seu Chefe do Estado-Maior-General Conjunto. No essencial, e isto verificou-se em declarações daquele militar no decurso de uma entrevista por altura das intercalares americanas, a mensagem era a de que a Ucrânia devia aproveitar a oportunidade de negociar enquanto estava “por cima”. E a segunda mensagem, mais implícita do que explicitada de forma clara, era a de que, se assim não fosse, mais tarde podiam querer negociar e, nessa altura, fazerem-no em circunstâncias bastante mais difíceis. Logo houve quem dissesse que, tendo esta sugestão sido quase simultânea com a retirada russa da cidade de Kherson, as novas fronteiras poderiam ser as do rio Dnipro: na margem direita a Ucrânia, na margem direita a Rússia.
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