Vasco Rodrigues: "O bê-á-bá"
O gasóleo está pela hora da morte. E poucas coisas prejudicam mais a reputação dos economistas do que episódios de subida dos preços, como o que estamos atualmente a viver, fruto do voluntarismo, digamos assim, do presidente Trump.
A população, atingida no seu poder de compra, protesta e clama contra os malandros das gasolineiras, os gananciosos dos hipermercados e outros patifes que tais. As empresas confrontadas com matérias-primas e produtos mais caros reclamam apoios urgentes como única forma de evitar encerramentos massivos com graves consequências sociais. Os políticos sentem-se obrigados a agir ou, pelo menos, a prometer o costume: investigações urgentes ao funcionamento de certos mercados, tabelamentos de preços, apoios aos consumidores e a certas atividades económicas.
Perante estes clamores, os economistas parecem desprovidos de empatia enquanto invocam, em vão, o que aprenderam no primeiro ano da faculdade. Os apoios, particularmente se generalizados, contribuem para fortalecer a procura. E fortalecer a procura tende a fazer subir os preços, o que agrava, em vez de resolver, o problema original. Há muitas e fortes discordâncias entre economistas.
Artigo completo disponível no Jornal Económico.
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