Vânia Sousa Lima: "Cai neve em Minneapolis"
Não faz sol no meu país. Tampouco me falta Lisboa (aqui tenho o – carinhosamente apelidado — “Velhinho” e desde o apartamento vejo o “Grande”), embora seja difícil sentir-me feliz.
Renee Good foi assassinada um dia antes de se completarem 22 anos da primeira vez que cheguei a Minneapolis para uma estada de três meses, no âmbito do meu doutoramento. Outras se seguiram, perfazendo o total de um ano a ter Minnesota como estado meu. E o estado em que fiquei ao, em Macau, perceber por intermédio da minha amiga B, que dali é e onde se mantém, foi de inominável choque. Paradoxal choque, por infelizmente não decorrer de surpresa, mas da confirmação do inevitável despudor que caracteriza a acção de regimes que fazem a apologia da supremacia (qual? a sua). O estertor ante a execução de Alex Pretti assume-se como a continuidade do previsível horror.
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Observador de 3 de fevereiro de 2026.
Categorias: Faculdade de Educação e Psicologia