“Vai ser jogo de cadeiras”: Paridade e Costa podem dar vantagem a Maria Luís Albuquerque na atribuição da pasta
A escolha de Maria Luís Albuquerque para comissária europeia por parte do primeiro-ministro, Luís Montenegro, é vista como “acertada” e que pode tornar-se vantajosa na atribuição do cargo da antiga ministra de Estado e das Finanças em Bruxelas, não só pela presença de António Costa como presidente do Conselho Europeu, mas também pela questão da paridade, algo que tem sido um problema para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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Quem também está de acordo com a escolha de Luís Montenegro é Paulo Sande, professor na Universidade Católica Portuguesa e especialista em temas europeus, apesar de reconhecer as críticas feitas pelos partidos devido ao facto de Maria Luís Albuquerque ter estado ligado ao período da troika em Portugal. “Vejo a coisa ao contrário. Se quisermos ser objetivos, num país que estava à beira da bancarrota em 2011, como aliás o próprio Governo da altura reconhecia, que não tinha dinheiro suficiente para pagar os salários por mais dois meses, para três anos, depois de o país ter sido ajudado e poder continuar a funcionar, sair do programa da troika com sucesso, acho que isso é muito bom”, afirma.
Sobre a escolha da pasta, o docente acredita que a questão da paridade e de António Costa na presidência do Conselho Europeu podem jogar a favor de Maria Luís Albuquerque. “Ser mulher, neste caso, até estrategicamente, é bom, porque sabemos que se há coisa que neste momento é um problema para a presidente da Comissão Europeia é o desequilíbrio de género. Vai ser um um jogo de cadeiras. É muito provável que haja aqui a questão do género a jogar muito nessa distribuição e o poder que Ursula von der Leyen tem na distribuição de pelouros. Segundo parece, desde ontem que está a fazer alguma pressão em relação a alguns países, para tentar que mudem as suas escolhas”, salienta Paulo Sande.
Artigo completo disponível no Jornal Económico.
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