Uma guerra que custa a tirar da gaveta

“O meu pai nunca falou do que viveu e do que sentiu durante o período em que esteve na guerra do Vietname. Contou alguma coisa — pouco, é um tipo de poucas palavras — quando eu entrei na Universidade e comecei a pressioná-lo, por ter muitas interrogações políticas”, conta ao Expresso Michael Baum Jr. Ao longo de três dias, este docente da Universidade Católica e membro do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento remexeu em fotografias de infância e abriu as grades da memória de um conflito cujo fim se desenhou há 50 anos, com a assinatura de um acordo de paz, em Paris.

“Lembro-me de estar vestido com roupa de inverno quando fui buscar o meu pai ao aeroporto, quando regressou do Vietname. Mas já não sei se o que recordo é mesmo estar no aeroporto à espera dele, ou a história que a foto conta sobre a sua chegada. Na infância, vi esta foto dezenas de vezes (à direita, em baixo), e tive sentimentos contraditórios ao revê-la agora. 

Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Expresso de 27 de janeiro de 2023.