Tânia dos Santos Afonso: "O dia em que o sofrimento encontrou resposta"
Nunca vivemos tanto. Mas nunca foi tão importante garantir que viver mais significa também viver melhor. Os avanços da medicina não têm sido suficientes para responder às implicações do aumento da esperança média de vida e do crescimento exponencial das doenças crónicas, progressivas e incapacitantes. O cancro ou a demência são as patologias de destaque nas previsões futuras e, talvez falar no presente, fosse já muito ajustado. Descobrir que vamos viver mais, mas não ter a segurança de que viveremos melhor, deveria ser o sinal de alarme.
Por isso, no dia em que o sofrimento descobriu a resposta, encontrou a Dona Antónia, de 61 anos, com uma doença crónica que a limitava no seu dia-a-dia. Um coração cada vez mais fraco teimava em não a ajudar. Não apoiava a ida ao WC, não ajudava na confeção das refeições, nem na caminhada, que agora já ia recusando e que a fazia ficar mais tempo longe dos seus netos. Sentia-se cada vez pior. A vida parecia escapar-lhe pelas mãos. Demorou a dar-lhe um nome, mas foi-lhe finalmente disponibilizado apoio especializado, disponível apenas porque, por acaso, residia numa área onde esse serviço existia e, nesse momento, tudo mudou.
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Público de 4 de agosto de 2026.
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