Sofia Pereira e Ana Sofia Sousa: "O ecossistema esquecido das nossas cidades"
Sob o betão e o asfalto das nossas cidades esconde-se um recurso vital, mas frequentemente negligenciado: o solo. Este identifica-se como um recurso estratégico, essencial para a estabilidade ambiental e para a qualidade de vida nas cidades. Visando reforçar a importância deste património vivo para o bem-estar urbano, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês), destaca, este ano, no Dia Mundial do Solo, o tema “Solos Saudáveis para Cidades Saudáveis”.
O solo nas cidades sustenta as infraestruturas e a vegetação, atua como filtro natural que retém poluentes, regula o ciclo hídrico, minimiza os riscos de inundação e sequestra carbono, podendo contribuir para a redução dos impactos das alterações climáticas nas cidades. Os solos saudáveis são sistemas vivos que abrigam uma vasta biodiversidade, incluindo bactérias, fungos e invertebrados, atores importantes no ciclo de nutrientes, na decomposição da matéria orgânica e no crescimento das plantas. Além das funções ecológicas, o solo das cidades providencia benefícios sociais, como espaços de lazer e bem-estar.
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do jornal Público de 5 de dezembro de 2025.
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