Sílvia Almeida: "Pode o empreendedorismo ser ensinado?"

No final da gravação ao vivo do videocast Negócios com Impacto, na Católica Lisbon School of Business & Economics, alguém me fez a pergunta mais incómoda que se pode fazer a um professor de empreendedorismo: se o empreendedorismo pode mesmo ser ensinado. O painel tinha debatido o que falta em Portugal para que o empreendedorismo cresça de forma sustentada — capital, incentivos, mentorias. Questões legítimas. Mas esta pergunta tocou numa dimensão que ficara de fora: o que acontece antes de tudo isso, nas salas de aula onde os futuros empreendedores se formam.

A resposta existe, mas obriga a reformular a pergunta. O problema não é se o empreendedorismo pode ser ensinado. É se estamos a ensinar o que de facto importa.

Os estudantes que chegam hoje às nossas licenciaturas chegam equipados como nenhuma geração anterior: usam inteligência artificial para rascunhar um pitch em 20 minutos, têm fluência em redes sociais que marcas estabelecidas invejam, gerem projetos paralelos. A competência digital não é o problema.

Artigo completo disponível na Renascença.