"Se Costa tiver interferido no caso BIC há “razão suficiente” para questionar “a sua continuidade"
"Sempre que ele intervém de forma precipitada, intervém quase sempre mal". É desta maneira que Miguel Poiares Maduro fala da atuação do Presidente da República. Aliás, o antigo governante não poupa Marcelo Rebelo de Sousa que acusa de ter "uma tendência para não perder o seu hábito de comentador televisivo e para se pronunciar permanentemente sobre tudo e alguma coisa". Em relação às hipóteses de Pedro Passos Coelho ser candidato a Belém a resposta é pronta: Passos "pode ser o que quiser".
Na semana passada, no lançamento do livro de Carlos Costa na Gulbenkian, metade do Governo de Passos Coelho marcou presença. O antigo governador do Banco de Portugal revela que foi pressionado pelo primeiro-ministro. O líder do PSD disse que iria continuar a pedir explicações ao primeiro-ministro já enviou várias perguntas. O partido deveria avançar para uma comissão parlamentar de inquérito já ou deve esperar-se?
Tive oportunidade de ler as perguntas do PSD. Parecem-me muito pertinentes e muito bem-feitas e, portanto, estou plenamente de acordo com essa estratégia. O primeiro-ministro tem de responder àquelas perguntas. Uma das coisas que tenho ouvido é que é natural que o primeiro-ministro comunique com o governador do Banco de Portugal. É verdade. A independência não é colocada em causa por existir comunicação em matérias em que as competências das duas partes se possam de alguma forma cruzar. É precisamente por isso que é que é importante que o governador do Banco de Portugal não seja escolhido pelo primeiro-ministro.
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