Rita Figueiras: "Uma nova modalidade de solitária na era digital"

Depois da vaga de protestos contra a política de “covid zero”, o Governo chinês flexibilizou algumas das suas medidas restritivas. Se as deslocações no território deixaram de ser rastreadas com a desactivação da app que vigiava os movimentos da população, o suavizar desta modalidade de monitorização foi, todavia, acompanhado pela actualização do regulamento do ciberespaço, que restringe agora ainda mais a actividade digital dos cidadãos.

Nesta nova versão que acaba de entrar em vigor, o organismo regulador amplia os comportamentos e conteúdos passíveis de punição pelas plataformas e pelas autoridades: os likes tornaram-se equivalentes a comentários, e estes comprometem os seus autores, se forem considerados enganadores da opinião pública, perturbadores da paz social e dos bons costumes, atentatórios da honra e interesse nacional, ou se espalharem rumores. Claramente, tornou-se ainda mais difícil antever o que é uma opinião comprometedora.

Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Público de 22 de dezembro de 2022.