Rita Figueiras: "Quando serão publicados os Twitter papers?"

As audiências em curso sobre o ataque ao Capitólio trazem de volta as plataformas sociais para o centro da política norte-americana. As redes tiveram um papel fulcral antes, durante e após o ataque, e essa centralidade é renovada com as actuais inquirições.

Se, após as eleições de 2020, a conversação online foi fundamental para consolidar a narrativa da big lie e mobilizar os atacantes, as redes foram igualmente relevantes durante a invasão. Muitos dos intervenientes transmitiram-na em directo, aproximando assim do epicentro outros apoiantes que, por sua vez, amplificaram ainda mais o momento partilhando-o nos seus feeds. Sem estas imagens, a percepção pública do acontecimento teria sido muito diferente, tal como a cobertura noticiosa: as maratonas jornalísticas alimentaram-se daquelas imagens. Elas foram também determinantes para a constituição de provas de crime que, inadvertidamente, os perpetradores produziram contra si próprios.

Acresce que a desplataformização de Donald Trump marcou de forma inegável o papel das redes neste momento crítico da democracia norte-americana.

Artigo completo disponível no Jornal Público.