Rita Figueiras: "A Guerra da Ucrânia e a iWar"
Nas últimas décadas, as transformações tecnológicas, e em particular a implementação do smartphone, contribuíram para mudanças estruturais nas mais variadas áreas da vida. Assistimos agora a novas formas de impacto na guerra.
O conflito entre a Ucrânia e a Rússia recordou-nos que as guerras não são travadas apenas com armas e tanques, mas também com tecnologias da informação. As medidas de Vladimir Putin, para restringir o acesso às redes sociais no país, e da Comissão Europeia, para vedar as transmissões da Russa Today, da Sputnik e da TASS na UE, são reveladoras da atribuição de um estatuto de soft power à informação, o equivalente simbólico do hard power das operações militares. Todavia, na era digital hiperconectada, a mediatização da guerra não se controla por decreto.
Grande parte das estratégias de propaganda das várias partes envolvidas está a acontecer em redes sociais como o Facebook, o Twitter, o TikTok, o WhatsApp e o Telegram. Fala-se muito sobre este assunto e as medidas de combate à desinformação russa implementadas pelas plataformas digitais. Aqui abordo uma perspetiva que se tem mantido na sombra destas questões.
Se é sabido que o consumo de notícias aumenta em contextos de crise, para um número elevado de pessoas este consumo é integrado na exposição a um caudal de posts, vídeos e comentários nas redes sociais, o que as põe em contacto com vivências da guerra na primeira pessoa.
Artigo completo disponível no Público.
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