Rita Figueiras: "Eleições 2022: a realidade é real?"
Após duas semanas de maratonas de debates televisivos, a campanha oficial ainda acelerou mais, acabando por se transformar numa verdadeira "corrida de cavalos" a galope. A par da óbvia contenda entre partidos, decorreram outras duas disputas de elevada intensidade: entre canais de informação e entre sondagens de opinião.
Apesar de visível no ecrã, a rivalidade entre canais pode ter sido menos evidente do que a política; no entanto, quem esteve mais atento percebeu a pressão que o modelo "CNN a la portuguesa" colocou sobre os seus mais diretos concorrentes, influenciando o modelo da atenção concedida. Esta foi, claramente, uma cobertura centrada no comentário e não na reportagem.
Por sua vez, as sondagens, sendo uma das estratégias usadas nesta luta pelas audiências, foram muito mais do que isso. A quantidade de estudos de opinião produzidos e a sua presença contínua nos mais variados media - sob a forma de resultados, perguntas jornalísticas e comentários -, tornou-os centrais na campanha, levando a um estreitar da cobertura em torno de dimensões de estratégia e de jogo, como se de uma "corrida de cavalos" se tratasse. Isto produziu uma bipolarização mediática, sendo a bipolarização das polémicas uma das suas expressões mais evidentes.
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