Rita Figueiras: "Ciro Gomes e a importância dos pequenos números"
A cristalização do voto em Lula e Bolsonaro, a polarização estruturada na rejeição mútua e a distância dos dois face aos demais candidatos cedo definiram a dinâmica da campanha presidencial de 2022. Esta é uma disputa sobre se um merece continuar ou se o outro merece regressar, o que a torna uma eleição de segundas oportunidades.
Todavia, a clarificação precoce não simplificou a contenda. Se muitos eleitores se movem por apoio a um dos candidatos, outros tantos mobilizam-se por oposição. As tendências das pesquisas indicam que cerca de 30% dos brasileiros votam no mal menor, ou seja, em quem tem mais hipóteses de evitar a vitória do oponente.
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