Rita Figueiras: "André Ventura e a inculcação da dúvida"

Há semanas que a mediatização da política se centrava na saga do Orçamento do Estado (OE) e a atenção convergia para Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, quando André Ventura entrou em jogo e, em direto, acusou o primeiro-ministro de mentir numa entrevista que dias antes tinha dado à SIC. Segundo Ventura, ao contrário do que dissera, o primeiro-ministro teria procurado fazer um acordo secreto com o Chega que, depois de este aprovar o OE, incluía a entrada do partido no Governo no próximo ano.

As revelações bombásticas de que o primeiro-ministro teria um discurso em público e um comportamento distinto em privado – que atacam o cerne da estratégia vitoriosa do “não é não” de Montenegro – parecem ter servido para Ventura lançar as bases da sua narrativa eleitoral: esta assenta numa campanha de rejeição a Luís Montenegro e, simultaneamente, de vitimização do Chega, acusando o chefe do Governo de cometer uma dupla traição, ao partido e ao país.

Artigo completo disponível no jornal Público.