Rita Coelho do Vale: "A igualdade de género começa em casa"

Um estudo recente aquando das celebrações do 48º aniversário do 25 de Abril concluiu que as mulheres são quem mais valoriza a revolução. É claro que sim. Com a revolução veio a possibilidade de acesso à educação de forma generalizada, a possibilidade de ingressarem no ensino superior sem restrições, a possibilidade de viajarem sem terem que pedir autorização ao marido, a possibilidade de hospedeiras da TAP, enfermeiras e telefonistas se casarem. Sempre achei piada ao pormenor de as telefonistas não se poderem casar. Do que teriam medo os homens que fizeram essa lei (sim, foram homens…)? De ficarem sem chamadas telefónicas? Muito curioso. Veio também o acesso ao controlo da sua saúde reprodutiva, o acesso à pilula, o acesso à possibilidade de serem independentes financeiramente. Seria caso para dizer que tanta coisa mudou nas últimas cinco décadas… No entanto, apesar de todas estas alterações, ainda se continua a discutir a falta de igualdade de género.

Artigo completo disponível no Observador.