Ricardo Tomé: "Vistos, memorizados, considerados e falados"

Às vezes é mesmo assim. Acordamos bem dispostos. Tão bem dispostos que sentimos a energia a tiritar da cabeça aos pés e até às pontas das mãos, pronta para ser empregue num qualquer tema que valha a pena. E nesse dia não damos tréguas. No dia de hoje esse tema é o vídeo. Mais concretamente a insistência na díade que opõe vídeos curtos vs vídeos longos. Todos temos o direito a ter as nossas opiniões. Bem como as nossas lutas. A deste artigo versa na apologia, por vezes sem confronto, em redor das maravilhas dos vídeos curtos e do desdém pelos vídeos longos. Mas os sinais são o contrário.

Basta olharmos ao famigerado TikTok. Vídeos curtos. Na vertical. Pronto. E antes dele ao Snapchat e à cópia mais tarde das Stories pelo Instagram. Que também imitou os vídeos curtos com os Reels. E depois o YouTube com as Shorts. Estava criada a montanha. Que pariu teorias, fatalismos, ideologias, convenceu investimento em estudos, em teses, em conferências. E bem. Porque é no debate que florescem as ideias e o esclarecimento. Mais ainda com investigação científica. Factos.

Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa da Revista Meios e Publicidades de 7 de outubro de 2022.