Ricardo Tomé: "Qual vai ser a sua super app?"

Em 2021 foram descarregadas apps 230 mil milhões de vezes, crescendo 5 por cento na comparação com o ano anterior, segundo dados da AppAnnie. O investimento em publicidade mobile em apps subiu 23 por cento, alcançando os 295 mil milhões de dólares. E para quem pensa criar apps, saiba que as receitas distribuem-se numa imensa “long-tail”, onde apenas 233 apps faturam mais de 100 milhões de dólares por ano e apenas 13 acima de mil milhões de dólares por ano. Mas, no final, por que tantas apps tentam ser uma boa base de sustentabilidade no negócio?

A Apple e Steve Jobs conceberam com o iPhone o smartphone como hoje o conhecemos, mas as apps não estavam previstas ser abertas ao público developer. A ideia original de Jobs e equipa era de apps “made by Apple” e um conjunto restrito de parceiros. Mas na rapidez reconhecida de qualquer GAFA, percebendo a recetividade do mercado e o feedback dos utilizadores, um ano depois e eis que em 2008 a Apple anunciava o seu programa e a AppStore prevista para todos. O mundo mudava uma vez mais. É inegável o tempo que todos passamos em frente dos nossos smartphones. Nesse ecossistema a Apple conseguiu “empurrar” boa parte do domínio do Google (via search no browser) para dividir espaço com esta forma direta de relação com os conteúdos, produtos e serviços: as apps. Todos desejamos o mesmo. Ter a nossa app no primeiro ecrã do smartphone do cliente. Mas o caminho até lá varia de negócio para negócio. Como utilizadores, cada um terá as suas razões para usar mais ou menos determinada app, mas o que vamos assistindo cada vez mais no mercado é a evolução de mini apps para super apps. Basta rever o estudo de 2019 da FaberNovel em redor do WeChat.

Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do jornal Meios & Publicidade de 6 de maio de 2022.