Porque nos apaixonamos tantas vezes pela pessoa errada?

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“De facto, existe evidência científica que aponta para uma relação entre a qualidade das relações precoces e as que posteriormente os indivíduos desenvolvem”, reforça a psicóloga Vânia Sousa Lima, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, onde tem desenvolvido investigação sobre vinculação e relações íntimas.

Concretiza com alguns exemplos: “pessoas cujo desenvolvimento foi pautado pela inconsistência na prestação de cuidados tendem a apresentar maior dificuldade no reconhecimento e expressão de necessidades ao parceiro amoroso enquanto adultos”. Por outro lado, esse cuidado inconsistente que se recebeu na infância, pode também estar “associado a uma maior tolerância a comportamentos de menor disponibilidade, sensibilidade e responsividade por parte do parceiro amoroso”. A psicóloga frisa ainda que pessoas que temem muito o abandono, acabam muitas vezes a agir de uma forma que é percebida pelo outro como intrusiva ou excessiva, o que pode levar ao fim das relações vezes sem conta.

Artigo completo disponível no Observador.