Pedro Teles: "Uma taxa turística, não uma gorjeta"
Quando ando pelo centro de Lisboa, a pedir licença para passar por entre os turistas, penso muitas vezes numa grande amiga que morava na Graça, trabalhava no Chiado e ia todos os dias no elétrico 28. Agora teria de ir (e voltar!) a pé. Não há lugar no elétrico, (fazem fila no meio da rua no largo Camões), os autocarros não passam por entre os tuk-tuks, e os passeios estreitos estão cheios.
À noite no Bairro Alto, Chiado e São Paulo, os turistas mais novos gritam em bandos de pub crawls, urinam onde lhes apetece, o chão de manhã cheio de garrafas partidas e copos de plástico.
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do jornal Observador do dia 11 de outubro de 2024.
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