Pedro Celeste: "A racionalidade cede lugar à reação instantânea"

O excesso de estímulos digitais está a transformar profundamente o funcionamento do nosso cérebro e, por consequência, a forma como os consumidores pensam, decidem e consomem. Vivemos numa economia da atenção onde o foco é fragmentado, disputado e constantemente interrompido. Para o marketing, esta não é apenas uma mudança de contexto: é uma mudança de paradigma.

Num ambiente de hipercomunicação, a atenção tornou-se o recurso mais escasso, pelo que capturar esse momento tornou-se um desafio constante. Enquanto clientes, somos expostos a milhares de estímulos diários, embora a nossa capacidade de processamento não acompanhe esse ritmo. É por isso que esta sobrecarga cognitiva reduz a nossa capacidade de análise e favorece as decisões impulsivas. Isso significa que, quando as marcas comunicam, não competem apenas com os seus concorrentes diretos, mas com tudo aquilo que disputa segundos de atenção no ecrã.

Artigo completo disponível na Renascença.