Paulo Modesto Pardal: "Fake news!? Mas e a indução de fake perceptions?"
A estória, quase anedótica, desenrola-se no contexto da Guerra Fria, entre EUA e URSS, no século passado. No âmbito da ‘conquista do Espaço’, a dado momento, as duas potências competiam, freneticamente, pelo lançamento, em primeiro lugar, de um determinado satélite inovador. No dia seguinte à colocação em órbita, pela URSS, do seu engenho, com sucesso, a manchete de 1ª página do PRAVDA informava, em letras garrafais, “URSS LANÇA O SEU NOVO SATÉLITE NUM BRILHANTE SEGUNDO LUGAR! “e, em subtítulo, letras minúsculas, “os EUA quedaram-se por um modesto penúltimo lugar…”!
Como Churchill notou, a democracia é o menos imperfeito dos regimes de governação que a Humanidade já conheceu. A vertiginosa transformação política, social, cultural, demográfica, económica e social a que temos vindo a assistir, em particular nas últimas três décadas, tem, contudo, vindo a fazer sobressair alguns dilemas, relevadores da insuficiência dos regimes democráticos na sua abordagem. É assim que, por exemplo, o terrorismo tem vindo a questionar o equilíbrio Liberdade vs. Segurança, a criminalidade padronizada, o balanço Privacidade/Protecção de Dados vs. Prevenção ou, o uso e posse de armas – tão discutido, hoje, nos EUA – a distopia Protecção Pessoal vs. Terrorismo Civil.
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