Paulo Cardoso do Amaral: "Que transformação digital para a Inteligência Artificial?"
Em 2024, a Inteligência Artificial (IA) conquistou o mundo desenvolvido. Foi uma espécie de disrupção com uma ferramenta que substitui algumas das actividades de tratamento de informação executadas por outras aplicações informáticas, enquanto oferece uma inquestionável utilidade com capacidade adicionais no acesso a conhecimento explícito. Basta perguntarmos às pessoas que nos rodeiam se utilizam IA no seu dia a dia para constatarmos que passou a ser usada de forma generalizada, quando antes estava apenas na mão de um número reduzido de especialistas. A IA vai alterar comportamentos e procedimentos. Resta saber quão profunda vai ser essa transformação.
Convém lembrar que a IA não passa de uma ferramenta informática, e que já não é a primeira vez que vivemos uma disrupção com origem nas tecnologias da informação. Quem já cá anda há muito tempo lembrar-se-á dos computadores pessoais ainda sem de folhas de cálculo no final dos anos 70, tais como o Apple IIe ou o Spectrum; bem como do subsequente aparecimento das folhas de cálculo com os IBM PC. Lembrar-se-á também do aparecimento da Web nos anos 90, quando afinal a própria internet já estava operacional uns 25 anos antes. São exemplos inquestionáveis de mudança disruptiva.
Artigo completo disponível no Jornal Económico.
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