Paulo Cardoso do Amaral: "O Metaverse é outro tiro no pé"

Os anúncios bombásticos do senhor Zuckerberg já não são novidade. Volta e meia aparece mais um, com resultados que fazem lembrar a alegoria da montanha que pariu um rato. Aconteceu com o Facebook Places, o Facebook Deals, o Messenger Pay, a Libra, o Diem, o WhatsApp Pay e o Facebook Pay, só para referir os que estão mais presentes na memória.

O Facebook enquanto plataforma teve, e tem, um sucesso inquestionável, para além de resultados financeiros admiráveis à custa de uma atitude ética no mínimo discutível. Pois parece que o senhor Zuckerberg quer estender essa sua ética a todos os elementos das nossas vidas, digitais ou não. Bem-vindos ao Metaverse.

A ideia do Metaverse é desenvolver as tecnologias digitais de forma tão apelativa que levará os consumidores a não conseguir evitar a sua utilização no dia-a-dia, em todos os aspetos relacionados com comunicação, desde as redes sociais, aos telefonemas, às reuniões, ou mesmo às compras. Estamos a falar de realidade virtual e de realidade aumentada fazendo parte do nosso dia-a-dia. Será que o Metaverse nos fará confundir a vida com um jogo? Não obstante, este novo sonho do Senhor Zuckerberg não deixa de ser uma criação de valor enorme e irresistível para todo o tipo de consumidores, incluindo as empresas. Mas então porque é um tiro no pé?

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