Paulo Cardoso do Amaral: "A incontornável blockchain"

Já aqui se falou da 4ª revolução industrial a propósito da auto-execução ecossistémica. Quem se lembra do aparecimento da Web nos anos 90? Quantas pessoas ou empresas anunciaram na altura a abertura de “uma página na internet” para aproveitar as novas potencialidades de comunicação? Teria sido possível imaginar, na altura, que a Web iria promover o desastre das dotcom, o advento das Big Techs e a destruição dos modelos de negócio tradicionais expostos à nova hiper-concorrência?

Todos os eventos com importância significativa têm um ciclo de vida, e são, portanto, emergentes antes de atingirem a maturidade, pelo que não há verdadeiramente surpresas. Até os tsunamis são precedidos de um recuo extraordinário do nível da maré logo antes do seu avassalador avanço. Basta, portanto, saber ler os sinais.

Porém, como distingui-los no meio de todo o ruído à nossa volta? Quantos são os conceitos novos que custa aprender? Quantos são os efeitos de manada, rebanho ou alcateia absolutamente enganadores? Quantas são as utopias em coabitação com os profetas da desgraça? Quanta desinformação se considera ser a verdade absoluta? Falemos então de blockchain.

Já lá vai o tempo em que se tinha de explicar que blockchain não é a bitcoin e que esta última não é um esquema de Ponzi. Ao menos isso. Agora tem-se falado mais de temas úteis como os NFT, i.e., Tokens Não Fungíveis. Aliás, o conceito de NFT não é novidade e foi vislumbrado em 2014, quando o Ethereum democratizou a tecnologia dos Smart Contracts. O primeiro standard de NFT (ERC721) também já tem praticamente três anos. Até o próprio conceito de Token anda a ser discutido ainda há mais tempo.

Os NFT são Utility Tokens, mas um dia também conquistarão o espaço dos Security Tokens, com um impacto ordens de grandeza maior ao que estamos hoje a assistir. Então quais são os princípios por detrás destes exemplos de inovação emergente, permitida pela BlockChain, e que está já em ebulição na #DeFi, imaginando que outros sectores se seguirão à velocidade da luz?

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