Paulo Cardoso do Amaral: "Devemos abandonar o WhatsApp?"

Desta vez fomos surpreendidos com uma mensagem no WhatsApp sobre a política de privacidade. Ou aceitamos as novas regras, ou a nossa conta é apagada a partir de 8 de Fevereiro. Instalou-se a polémica. Entretanto, a data foi alterada para 15 de Maio.

Ninguém gosta de chantagem, mas no mundo do "li e aceito", afinal que diferença faz? Quantas vezes nos damos ao trabalho de ler as letrinhas miudinhas? Para os que, como eu, confessam não ler, porque deverá ser diferente agora com o WhatsApp? Assinar de cruz tem tido por base a sensação de que o risco de revelarmos os nossos dados é irrelevante face ao valor do serviço. Afinal, não somos terroristas! Mas o que quer o Sr. Zuckerberg? E porque devemos ficar preocupados?

A favor do Sr. Zuckerberg está a vontade de ganhar dinheiro. Está no seu direito. O Facebook comprou o WhatsApp por cerca de 20 mil milhões de dólares, e não tem sido fácil colocar publicidade no meio das conversas. Há até quem defenda que é justo pagarmos um serviço grátis com os nossos dados. Mas não é apenas essa a questão. 

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