As oito mudanças para uma boa noite de sono
Às quatro da manhã, depois de mais uma luta na cama para dormir, Carla levantou-se e fez o que nunca imaginou. Ainda de madrugada desistiu – já se tinha levantado duas vezes e adormecido por volta da uma da manhã – saiu da cama e foi para a cozinha. Começou a tirar a loiça da máquina e a arrumá-la. Depois separou a roupa escura da clara, para a lavar, e organizou a despensa. "Nunca imaginei fazer isto a estas horas. Mas quando não consigo dormir, prefiro levantar-me e começar o dia às quatro da manhã."
A consultora imobiliária, de 40 anos, viu o seu trabalho congelar, o filho voltar para casa com o encerramento das escolas, e só o marido continua a trabalhar numa superfície comercial. Desde de o dia 16 de março, que não consegue dormir bem. E com o passar das semanas, adormece cada vez mais tarde e dorme cada vez pior. Não é caso raro.
Como explica a psicóloga especialista em sono, Helena Rebelo Pinto: "a ansiedade é inimiga do sono." Por isso não é de estranhar que vivendo uma situação destas, o sono se ressinta. Para evitar que isso aconteça, temos de falar coisas tão simples como escrever numa folha de papel o que o preocupa, apanhar luz solar durante 30 minutos ou limpar janelas. É que o sono é um assunto sério, como explica o presidente da Associação Portuguesa do Sono, Joaquim Moita. "Não há nada no organismo que funciona bem quando há privação de sono. Ter um sono inferior a sete horas, ou seja, cronicamente ter privação de sono, tem implicações na memória e na solidificação das aprendizagens. A privação de sono tem consequências cardiovasculares, como hipertensão mais frequente, risco enfarte do miocárdio e de arritmias, e ainda problemas metabólicos, como a diabetes."
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