OE2023: Défice de 2022 permite menor exigência em 2023
Em entrevista à Lusa, o coordenador do Católica-Lisbon Forecasting Lab assinala que “o Governo não precisa de ser muito agressivo no cumprimento de metas orçamentais” no próximo ano e não descarta que em 2023 o Governo tenha “a necessidade de ir a um outro pacote de inflação”.
“O Governo este ano se terminar com um défice de 2% [do Produto Interno Bruto (PIB)], no próximo ano não precisa de ser muito agressivo ainda deve reduzir um bocadinho o défice, mas não precisa de cumprir o que está no Programa de Estabilidade. Não precisa de chegar aos 0,7% [do PIB]. Pode ser um bocadinho menos exigente. Pode usar alguma folga para isso, mas depois depende de como a usa”, disse.
O economista, professor na Católica-Lisbon, da qual foi diretor entre 1996-2001, e que foi também consultor económico do ex-Presidente da República Cavaco Silva, entre 2006 e 2016, e assessor económico do ex-primeiro-ministro Durão Barroso, entre 2002 e 2004, realça que o tema do défice e da dívida é central para Portugal, considerando que o Governo tem uma “orientação genericamente adequada” sobre o cumprimento das metas.
Artigo completo disponível na revista Visão.
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