O que Portugal precisa para crescer

“O que Portugal precisa para crescer” foi o tema do primeiro de seis debates que a Impresa e a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) vão organizar ao longo dos próximos meses. No painel de convidados do encontro de segunda-feira à noite na SIC Notícias estiveram o economista Ricardo Reis; a professora da Católica Business School, Fátima Barros; o economista e coordenador do estudo da FFMS que dá o mote a estes debates, Fernando Alexandre; e ainda Amélia Santos, CEO da Innuos, uma empresa de audio digital considerada um exemplo do novo modelo de crescimento para a economia portuguesa que é sugerido pela Fundação.Estas são as principais conclusões.

1. Uma economia estagnada

O diagnóstico não é favorável: Entre 1980 e 2000, a economia portuguesa crescia a 4% ao ano, mas em 20 anos, entre 2000 e 2020, o PIB real cresceu apenas 10%, porque “o mundo mudou, mas continuámos a apostar num modelo que funcionou nos anos 1980 e 1990”, diz Fernando Alexandre. Para o economista há uma falta de capacidade de decisão dos governantes no que respeita a reformas estruturais.

Aliás, Fátima Barros entende que Portugal não tem sido capaz de ter um planeamento de médio e longo prazo que perdure no tempo, ou seja, que “não fique refém dos ciclos eleitorais”, o que, diz, exigiria um compromisso por parte dos vários políticos.

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