O excesso de ruído nos debates ainda rende?
Aí estão os debates das presidenciais, dois a três por dia, em vários canais que, entretanto, se desdobram em debates sobre os debates. Tem havido debates para todos os gostos, mais agrestes e mais suaves, mel e fel escorrem no ecrã. Quanto mais me debates mais gosto de ti?
Esta emissão do magazine dos domingos (gravada na teve um convidado especial, o jornalista free-lancer André Cunha, cuja pegada está associada a muitos momentos luminosos da história desta Rádio.
Ele e a comentadora residente Rita Figueiras, professora de Ciências da Comunicação e de Comunicação Política da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa reflectem sobre o que fica dos vários confrontos, entre forma e fundo. Marcelo dizendo a Ventura: "A minha direita é a social, a sua é a do medo". E Ventura exibindo a foto de Marcelo com moradores do bairro da Jamaica aos quais chamou "bandidos". Marcelo, em resposta: "Não divido os portugueses em puros e impuros".
Tiago Mayan Gonçalves chamando ao actual presidente "ministro da propaganda do governo"; Ventura atropelando João Ferreira num debate que a moderadora considerou "em roda livre".
O excesso de ruído ainda rende? No debate com André Ventura, Tino de Rans levou pedras do mar. Pedras de várias cores que ele próprio recolheu na praia. Não as arremessou, usou-as como metáfora para lembrar que "o mar não traz só pedras, também traz pessoas de todas as cores. E há muita gente que vem por esse mar à procura de um terreno firme. Mas há quem os receba criando muros".
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