No século XXI, pode a Cultura ainda ser vista como um luxo?

Muitas vezes, a Cultura ainda é vista como um luxo. Uma perceção que descarta o quão estratégica aquela é para o desenvolvimento do país. Fundações privadas e universidades como a Católica partilharam a sua experiência. A Cultura é uma força motriz. Social e económica.

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Esta conversa é absolutamente essencial para podermos, enquanto ecossistemas das instituições ligadas à cultura, reforçar o papel  central do setor da cultura para a coesão do país, para o crescimento intelectual e também económico.” Isabel Capeloa Gil, Professora Catedrática de Estudos de Cultura e Reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), iniciou assim a sua intervenção.

“E a arte contemporânea, em particular, implica um consenso social relativamente à sua centralidade e importância para o país, e, para isso é importante que os públicos sejam educados.” E as universidades, destaca, têm “um papel importantíssimo, que vai além da mera formação académica e científica no domínio da arte e da cultura.” Aqui entronca a criação de uma Coleção Católica Arte Contemporânea, “que já está em curso” e as iniciativas da instituição nos seus campi. Presente em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, a UCP trabalha para “a coesão do território”, frisa Isabel Capeloa Gil. Objetivo? “Tornar a linguagem da arte contemporânea algo de próximo para alunos e para uma comunidade que não teria estas preocupações, no âmbito da sua atividade no campus universitário.” Através de projetos curatoriais com entidades parceiras. “Tudo isto se faz em aliança com instituições culturais.” A responsabilidade das universidades, como espaços determinantes para aqueles que vão ser os próximos líderes da sociedade portuguesa, é igualmente destacada. Para além de todas “as outras externalidades para o setor económico, que é muitíssimo relevante.” 

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do Jornal Económico de 27 de fevereiro de 2026.

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