Martim Avillez Figueiredo: "O amigo de Einstein e o orçamento do estado"

O amigo chamava-se Kurt Godel e as dúvidas que provocava em Einstein ajudam a comentar o absurdo da discussão orçamental em Portugal.

Do que se ouve, Luís Montenegro proclama certezas sobre as medidas que devem dar corpo ao próximo orçamento do Estado, enquanto Pedro Nuno Santos sublinha que não tem dúvidas de que ele é que sabe que medidas devem ser essas. Godel, aos 25 anos, demonstrou que não há certezas, tal como Einstein revelou com a mesma idade que o tempo era relativo.

Se lerem Godel, e mergulharem na sua teoria da incompletude, descobrem essa ideia simples que revolucionou o pensamento lógico e filosófico, abanando para sempre os fundamentos da matemática: dentro de um sistema, existirão sempre verdades que não podem ser demonstradas ou provadas. Não é possível, como se acreditava nesses anos 30 do século XX, reduzir tudo a demonstrações irrefutáveis – nenhum sistema é capaz de assegurar que todas as proposições que o constituem sejam verdadeiras ou falsas, o que não impede que o sistema seja verdadeiro. Essa incompletude é a maravilha, inspirando os mais conhecidos nomes Alan Turing e John Von Neuman (há cinema com a história deles) a desenvolverem computadores e algoritmos.

Artigo completo disponível na Link to Leaders