Marisa Tavares: "Diga não à abstenção de… pensar"
Todos os dias, ao vermos televisão, ao assistirmos a vídeos no YouTube ou quando navegamos nas redes sociais, não consumimos apenas entretenimento e informação: absorvemos, muitas vezes sem o perceber, ideias sobre o que é suposto ser normal ou aceitável.
Esta exposição constante não é neutra. Está a moldar a forma como pensamos e como interpretamos o mundo. Sem nos apercebermos, deixamo-nos envolver por um poder subtil que não se impõe pela força, mas pela repetição e pela persuasão. Um poder que transforma determinadas ideias em “bom senso”, apresentando-as como únicas, naturais e indiscutíveis.
Os algoritmos das redes sociais desempenham aqui um papel central. Ao mostrarem incessantemente as mesmas visões do mundo, reduzem o espaço para a dúvida e marginalizam tudo o que não encaixa nessa narrativa.
Artigo completo disponível no Jornal Económico.
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