Maria Alice Trindade: "Porque querem saber onde estou?"
Os dispositivos móveis tornaram-se um elemento essencial da vida cotidiana de milhões de pessoas. Em todo o mundo, dispositivos como smartphones e tablets tornaram-se ferramentas essenciais para comunicação, informação e entretenimento. Em 2020, de acordo com Statista (2021), o número de usuários únicos de Internet móvel era de 4,28 bilhões, indicando que mais de 90% da população mundial usa pelo menos um dispositivo móvel no seu dia a dia.
O Covid-19 veio reforçar e intensificar uso desses mesmos dispositivos. De acordo com a mesma fonte, a maioria das aplicações teve um aumento da procura ao longo deste período. Neste contexto, é também visível o crescente número de aplicações móveis com recurso à localização geográfica. Numa era em que os ataques cibernéticos são uma realidade, a partilha de localização pessoal é uma questão sensível, que traz consigo preocupações acerca da privacidade dos dados dos seus utilizadores.
Num estudo conduzido por uma estudante de mestrado Católica Porto Business School, sob supervisão do Prof. Doutor Jorge Julião, sobre os riscos e benefícios percebidos pelos utilizadores na partilha da sua localização geográfica, efetuada a utilizadores de aplicações móveis, em Portugal (amostra de 305 inquiridos), foi possível verificar que existem diferenças significativas nos benefícios e riscos percebidos por parte de diferentes gerações.
Artigo completo disponível no Jornal Económico.
Categorias: Católica Porto School of Business & Economics