Margarida Mano: "Lições e leituras do índice da Corrupção da TI"

Quando, em 1993, uma dezena de  pessoas criou uma 'pequena organização, a que "Transparency International" (TI), sedeada em Berlim, a cidade onde os muros acabavam de ser destruídos, para combater a injustiça da corrupção, não imaginavam que aquele núcleo de operações viria a converter-se numa ONG Internacional de incontornável referência no palco mundial. Unia-os um reconhecido percurso profissional de responsabilidade em várias áreas, dos Governos aos Tribunais; dos negócios a agências técnicas; da inteligência militar ao Banco Mundial e separavam-nos geografias de quatro continentes, num mundo que se adivinhava globalizado num contexto pré-internet. 

Sabiam que a corrupção era um tema tabu na época. Conheciam, de experiência feita, que a corrupção é um obstáculo ao desenvolvimento social e económico dos países (todos os anos mais de mil milhões de USD era pago em subornos). Sabiam que a corrupção reduz o Investimento tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento, sendo que um país corrupto comparado com um país não corrupto poderia ser até 20 por cento mais caro. Sabiam que a corrupção mina a democracia, que um em cada três países não tinha sistema de regulação política do financiamento dos partidos. Sabiam que haviam cada vez mais indícios de corrupção generalizada no judiciário em muitos países e que a corrupção judicial compromete o Estado de direito e a legitimidade do governo. Um sistema judicial corrupto compromete a capacidade de uma sociedade para travar a corrupção.

Nota: Pode ler o conteúdo na íntegra na edição impressa do jornal SOL de 9 de fevereiro de 2024.

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