Marcelo, a cenografia e a retórica do homem comum?

Na primeira emissão da Espantosa Realidade das Coisas após as eleições presidenciais, já com o sociólogo Paulo Pedroso retomando o seu lugar de comentador residente, o editor do magazine dos domingos pediu a Rita Figueiras, professora de Ciências da Comunicação e de Comunicação Política da Universidade Católica de Lisboa, que reflectisse sobre a dimensão cénica e retórica de vários protagonistas da noite eleitoral.

Marcelo saindo de casa para ir buscar o jantar, arrastando jornalistas no seu encalço, Marcelo mostrando a casa, Marcelo saindo mais tarde e dando voltas pela cidade até considerar chegada a hora do discurso. Quis o presidente reeleito mostrar desprendimento, relevando a sua condição de homem comum? E quem se apresentou como homem providencial?

Foi a esquerda, nestas eleições, sacudida por um vendaval que provocou estragos, talvez inesperados num Alentejo, porventura demasiado esquecido pelos decisores e por quantos dele fizeram, em tempos, bastião. Nesse quadro de fundo corre a conversa da jornalista Teresa Dias Mendes com Carlos Brito, um histórico comunista desde há anos fazendo um caminho solitário, sempre na margem esquerda da política. Lá em Alcoutim, junto ao Guadiana, ele ainda escuta o canto dos rouxinóis. 

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