Luísa Santos: "Modos de (des)aprender História(s)"
Nos anos 1990, em Portugal, Os Lusíadas eram leitura obrigatória no ensino preparatório. Contudo, não nos era pedido que pensássemos os seus conteúdos criticamente, sobre a sua construção ideológica ou sobre os ecos coloniais que transporta até ao presente.
Três décadas depois, já nos anos 2020 e com três filhos no ensino primário, questiono-me sobre como esta obra é hoje transmitida e contextualizada. Este projeto editorial propõe uma abordagem muito diferente da que conheci em
criança: revisitar Os Lusíadas como objeto de questionamento. Mais do que celebrar uma obra e torná-la monumento imutável, trata-se de examinar criticamente a forma como o passado colonial português foi narrado e legitimado, e de que modo essas narrativas continuam a moldar identidades, valores e imaginários coletivos.
Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do Público de 24 de outubro de 2025.
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