Luís Monteiro: "A Economia Digital: mentalidade ou tecnologia?"
A fasquia não deve ser "recuperar o atraso", mas "tomar a liderança. O efeito sistémico pode multiplicar o crescimento do nosso PIB e já temos vários exemplos "nossos" inspiradores. O valor do raciocínio exponencial O consumidor teve necessidade de abraçar o online.
Em vários mercados e setores, o crescimento do último ano valeu por mais de uma década. Muitos foram surpreendidos. Para a maioria dos bem-sucedidos na economia digital, o movimento foi óbvio. A maioria das curvas de adoção de tecnologia sempre foram exponenciais. Há muitos exemplos como a evolução da capacidade de processamento e armazenamento de dados, dos computadores pessoais, das pesquisas online, dos smartphones, da conectividade, das redes sociais, dos assistentes virtuais, e das inúmeras aplicações de Inteligência Artificial nas nossas vidas como tradução, mapas, ou motores de recomendação.
As empresas que raciocinam de forma exponencial e que dão resposta às oportunidades tecnológicas e às tendências do consumidor quando ainda se encontram na parte inferior das curvas exponenciais, saem vencedoras. Não uma vez por acaso, mas repetidamente. Exemplos disso são a Google, a Apple, a Microsoft, Amazon, Spotify, AirBnB, Netflix e outras.
Ainda assim, a sociedade tende a preferir arquétipos mais clássicos da boa gestão, que articulam estratégia mais previsível, de resultados imediatos, mas óbvios - de raciocínio linear. Pensar exponencialmente é contraintuitivo, pois implica menor previsibilidade.
Além disso, os ciclos orçamentais e o escrutínio dos mercados financeiros empurram-nos para uma gestão de rentabilidade marginal constante de curto prazo (linear). Incutir uma cultura de inovação, com números pequenos que teimam em perdurar face a fasquias muito ambiciosas (em hockey stick), implica margens de erro face às previsões que não confortam analistas... deixando investidores normais nervosos.
Orientação para o cliente com foco nos dados Somos criaturas de hábitos, e está tudo bem... desde que experimentar seja um desses hábitos. Exige a capacidade de permanente experimentação com vasto portefólio de testes a inúmeras variáveis com micro indicadores. Exige também uma inabalável tolerância à falha, a falhar redondamente, rápido e barato para descobrir produtos vencedores. Isto sem que se associe "falhar" a "incompetência". Substituir "acertar ou errar" por "aprender e iterar". Não está ao alcance de todos.
A olho nu, dinâmicas de agilidade à prova de silos são caóticas e pouco controláveis... conseguidas com talento e diversidade de perfis fora do comum. Há que ampliar a combinação de ângulos para atacar e resolver problemas pouco óbvios e de alta complexidade. Isto é mais fácil de conseguir em startups do que em organizações normais e muito difícil de manter.
Desde logo, porque exige um perfil de investidor mais próximo de venture capitalist - que vive melhor com o risco e prazo das progressões exponenciais, e um tipo de líder mais colaborativo e humilde, cujas principais competências são a eterna capacidade de aprendizagem e a inspiração dos outros.
Em organizações centradas no cliente e focadas nos dados, a transparência é uma decorrência natural, não importa a etnia, a nacionalidade, género, religião ou orientação sexual, porque os resultados de tudo estão sempre à vista de todos e o mérito é a moeda forte. Os resultados são medidos de forma automática e acessíveis por todos. A correlação entre a experiência do cliente e a margem é direta.
As ideias vencem porque passam nas baterias de testes e a sua contribuição é tangível. Um "mundo" melhor, mais justo e mais eficaz. A tecnologia as a service "Armou os Rebeldes" Vivemos a quarta revolução industrial, uma combinação única de evolução exponencial de tecnologia em várias frentes, da Inteligência artificial, a robótica, biotecnologia, 3D printing, realidade virtual, etc.
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Categorias: Católica Lisbon School of Business & Economics