Luís Janeiro: "Quem é o lobo mau?"
Para quem hoje cai de paraquedas na decisão de escolha da solução para ampliar a capacidade aeroportuária de Lisboa, é preciso explicar que a privatização de empresa pública ocorreu num quadro de resgate financeiro em que a “troika” impôs medidas para o país ter liquidez financeira, com avaliação trimestral do desempenho. Os únicos ativos com substancial valor eram a EDP (rendeu 2.700M€) e a ANA-aeroportos, cujo valor de venda veio a superar as melhores expetativas. A empresa Vinci pagou 3.080M€, mais 26% que o segundo classificado (Frankfurt 2.442) e mais 54% que o terceiro (Zurique 2.000), o que significa que Portugal teve a sorte de ter aparecido a Vinci a pagar um prémio de 640M€ para entrar no setor.
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Observador de 29 de dezembro de 2023.
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