Luís Caeiro: "Por que elegemos quem nos desilude?"
Há evidências de que o poder atrai pessoas que gostam de abusar dele e que temos tendência para votar em líderes com traços de narcisismo e sociopatia. Isto pode levar-nos a pensar que o poder resulta apenas de um conjunto de características pessoais. Na verdade, ninguém tem poder sem que alguém lho atribua. O poder é uma relação que se estabelece com os outros e, por isso, não há líderes se não houver seguidores. Hitler, Hugo Chávez, Putin e Donald Trump chegaram ao poder com o voto dos seus concidadãos.
Uma das razões é a relação entre confiança demonstrada pelas personalidades narcisistas e a confiabilidade que lhes é atribuída. As pessoas que mostram confiar muito em si próprias são mais persuasivas. Por exemplo, uma testemunha que apresenta um discurso afirmativo, convicto e controlado torna-se mais convincente e influencia a seu favor a decisão final de um juiz. É uma técnica que há muito é usada nas vendas, mas também na comunicação política.
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