Luís Barreto Xavier: "Universidades portuguesas e concorrência global"

O despacho do Reitor da Universidade Nova de Lisboa obrigando as unidades orgânicas a usarem as designações em língua portuguesa suscitou um debate sobre a missão das instituições de ensino superior portuguesas.

As nossas universidades devem admitir uma diversidade de missões, estratégias, públicos-alvo e metodologias, e não uma unicidade de objetivos, como por exemplo formar quadros portugueses para a administração pública e para as empresas privadas portuguesas. Não podem estar viradas para dentro, tentando reproduzir uma realidade que já não existe (o arquétipo do Estado nacional soberano, orgulhosamente só) mas sim abertas a um mundo globalizado, digitalizado e em permanente mudança.

Num tempo de acentuada redução da natalidade, não podem reduzir o seu alcance à medida que a procura nacional se reduz, devendo, pelo contrário, diversificar públicos, procurando atrair estudantes estrangeiros altamente qualificados.

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