Leonor Sopas: "Crescimento, complexidade e cooperação"
Para crescer, a economia portuguesa precisa de produzir mais produtos complexos, isto é, exigentes no saber-fazer necessário ao seu fabrico.
Os produtos e/ou serviços complexos não podem ser feitos por uma única pessoa a trabalhar sozinha. Por mais inteligente que seja, um indivíduo não consegue deter todo o conhecimento necessário para fabricar uma impressora 3D, por exemplo. É necessária uma organização, ou rede de organizações, capaz de reunir os conhecimentos especializados que se encontram no cérebro de vários indivíduos. Quanto mais complexo o produto, mais extensa e diversa a rede de capacidades a mobilizar.
Da análise da estrutura exportadora resulta que Portugal tem uma variedade de capacidades que lhe abre muitas oportunidades de diversificação no sentido de produtos mais complexos. Apesar disso, ao longo da última década a complexidade económica do país tem-se mantido estável, na posição 38 entre as 133 economias analisadas no Atlas da Complexidade Económica. A estrutura produtiva portuguesa não tem evoluído como se poderia esperar face ao conhecimento tácito que o país possui.
Parecem existir, assim, obstáculos à concretização de oportunidades de diversificação para produtos mais complexos. A sua identificação e ultrapassagem são essenciais para que Portugal cresça.
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