Laura Pires (1932-2022), o sinónimo de Estudos Americanos

Laura Pires, catedrática na Universidade Católica e sinónimo de Estudos Americanos em Portugal, permaneceu até ao fim crente nesses Estados Unidos que tanto investigou e onde foi professora desde o tempo da sua pertença a duas outras universidades portuguesas, a Nova e a Aberta. Não surpreende, pois, a resposta, numa entrevista ao DN em 2016, tinha Donald Trump derrotado Hillary Clinton, à pergunta sobre se a América era suficientemente forte para lidar com um presidente tão divisivo: "Acho que sim. Mas não sou imparcial, gosto muito da América. Penso que há um ideal relacionado com a fundação dos Estados Unidos que é uma espécie de luz que se mantém acesa". Este otimismo sobre o país criado em 1776, apesar das velhas tensões políticas, económicas e raciais, transmitiu-me também quando, com Tim Sieber da Universidade do Massachusetts, foi coorientadora de uma dissertação sobre Colin Powell e Louis Farrakhan.

"As humanidades estão mais pobres com o falecimento de Maria Laura Bettencourt Pires. Uma mulher suave, apaixonada pela cultura americana e que inspirou gerações de estudantes em três instituições de ensino superior de Lisboa. A Maria Laura conciliava uma generosidade sem limites a uma curiosidade sempre disponível para o diferente e para a inovação. Sentíamos-lhe a melancolia pelo muito que haveria a aprender. Definia-a uma palavra muito rica: professora. Soube sempre que professor é aquele que sente a sua função como privilégio e não como posição ou emprego. Não lhe digo adeus, mas farewell! ", reage Isabel Capeloa Gil, reitora da Católica.

Artigo completo disponível no Diário de Notícias.

 

Categorias: Católica