José Miguel Sardica: "Yitzhak Rabin: e se…?"
Na história de Israel, houve fugazes momentos em que um futuro de paz poderia ter chegado. E nenhum pareceu tão próximo e real quanto o dos chamados acordos de Oslo, no início dos anos 1990, graças à mediação norte-americana e, sobretudo, porque Yitzhak Rabin e Yasser Arafat convergiram numa mudança construtiva, que queria trocar a via do confronto militar entre Israel e a OLP por uma via de negociação política de dois Estados, com territórios mutuamente reconhecidos.
Para os dois líderes contendores, o caminho fora longo. Ao fim de quase três décadas de infrutífera luta terrorista no quadro da OLP, Arafat compreendera finalmente que o seu sonho de uma Palestina viável passaria pela negociação com o inimigo. E ao fim de uma vida de soldado, general (fora o comandante vitorioso da Guerra dos Seis Dias, em 1967) e político, Rabin foi reeleito como primeiro-ministro, em 1992, com um programa que convergia com o do inimigo na procura de uma via de pragmatismo e de conciliação, que desse segurança e esperança aos seus dois povos.
Artigo completo disponível na Renascença.
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